sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

COP15 - VAI DAR EM QUÊ?

NEOLOGISMO: “ESSES PESSOAL!!!”

Daqui uns dias saberemos no que deu a COP-15, a Conferencias das Partes para o Clima, em Copenhague. Ela é parte de (por isso mesmo pode repetir) Estocolmo/1972, Toronto/1988, Rio de Janeiro/1992, COP1-Berlim/1995, COP2- Genebra /1996, COP3-Kyoto/1997, COP4- Buenos Aires/1998. COP5- Haia/2000, COP6- Bonn/2001, COP7- Marrakesh/2001, COP8- Nova Deli/2002, COP9- Milão/2003, COP10- Buenos Aires/2004, COP11- Montreal/2005, COP12- Nairobi/2006, COP13- Bali/2007, COP 14- Poznan/2008 , COP15- Copenhague/2009.
Pelo deslocamento da procissão a COP15 servirá para marcar a COP16 na Cidade do México. Veja-se que a cronologia da humanidade discutindo efeito estufa e mudanças climáticas demonstra claramente o grau de dificuldade para se estabelecer um marco definitivo para as alterações climáticas que o planeta perigosamente vem experimentando. Não há duvida e nem incerteza quanto a elevação e diminuição de temperaturas planetárias, por eficientes que têm sido os cientistas e as tecnologias à serviço da “causa”.
O problema é político e a dificuldade é o petróleo por trás de todas as dificuldades que os lideres mundiais têm para acertar uma agenda definitiva. No final do século XIX veio a geopolítica do petróleo, dividindo o mundo em: paises produtores – paises estratégicos – países consumidores. Alterou-se, a partir daí, a matriz energética e a economia mundiais. As descobertas de petróleo fizeram grandes contingentes populacionais embarcarem no “sonho de riqueza a partir de um golpe de sorte”.
Por causa do petróleo o mundo entrou em guerra em 1914 e 1939, sabe-se hoje que a IIª Guerra Mundial foi travada com e pelo petróleo. Foi ele, o petróleo, a causa da derrota da Alemanha e Japão.
Agora em 2009 a imprensa permitiu a nós brasileiros perceber que o Brasil marcou presença na COP15 com a bandeira do desmatamento zero bem alta, porem de olho nos dividendos e poder do pré-sal. O presidente Lula levou no bolso a esperteza e a estratégia, juntas: esperteza - bradou em Copenhague que contribuir com bilhões de dólares para o Fundo Global de Conservação Climática é uma disposição brasileira, ao mesmo tempo que cobrou para o país recompensas com bem mais bilhões de dólares como paga ao desmatamento “zero”. Estratégia: mostrou ao mundo ali reunido que o Brasil é capaz de tirar o petróleo da camada pré-sal e amenizar a emissão de CO² com etanol e biodiesel.
O nosso presidente se colocou, assim, à altura da “babel” que foi a COP15/Copenhague.
Por outro lado, a seleta platéia que se juntou na Dinamarca sabe que não é tempo de decretar o fim do petróleo, isso conduziria a humanidade a inevitáveis gigantescas conseqüências econômicas e sociais para a nossa moderna civilização inteiramente dependente de combustíveis fósseis baratos e abundantes para manter funcionando seus enormes sistemas de transporte, produção de alimentos, processos químicos industriais, tratamento de água das grandes cidades, aquecimento doméstico, geração de eletricidade, produção de plásticos, defensivos agrícolas, suprimento médico-hospitalares, etc.
Copenhague não ignorou que petróleo é poder e riqueza enquanto que aquecimento global é uma perigosa realidade, mas também é perspectiva de mais e melhor consumo de petróleo para conforto da humanidade.
Notas: ¹-A Prefeitura de Macapá precisa de mais vigilância e domínio sobre a EMTU, não pode delegar a motoristas de guinchos o direito de punir o cidadão, de decidir sobre a propriedade alheia. ²-É preciso punir com rigor os desmandos do transito em Macapá, nisso concordamos e não nos colocamos à margem. Daí a farra... ³-O Prefeito Roberto precisa explicar o “recibo” que é entregue ao incauto cidadão vitima dos guinchos. Quanto daquele dinheiro entra nos cofres públicos e, para quê? Qual a relação da PMM com os donos desses guinchos? Quem fiscaliza a documentação dos veículos que são ou estão à serviço da EMTU? 4-Na TV Amapá o Diretor Jair Andrade reconheceu os abusos., parabéns a ele. Mas, e o meu dinheiro?

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